Setor da tecnologia da informação oferece 276 mil vagas em todo o país
Apesar da grande oferta, boa parte das vagas não são preenchidas.
Caçador de falhas é uma das novas funções que surgem no mercado.
Nem todas essas vagas serão preenchidas, porque faltam profissionais. A previsão é que até 2015 vão sobrar mais 117 mil vagas. Se faltam trabalhadores, aumenta-se o salário. De 2008 até agora, o rendimento dos profissionais de TI cresceu 30%.
Só em Curitiba, as empresas deste setor geram em média 35 mil empregos diretos. Algumas estão concentradas em um único lugar, o parque tecnológico, e enfrentam uma dificuldade em comum: conseguir mão de obra especializada. No Parque de Software há 24 empresas, com 85 vagas disponíveis para especialistas em desenvolvimento. O salário inicial é de R$ 3 mil.
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As vagas são para contratação imediata. A formação exigida é curso superior em computação, engenharia, design e muita habilidade. "É um mercado que tem a carência de mão de obra atual e a tendência é continuar. A tendência é até ter uma carência maior de mão de obra nos próximos cinco a dez anos, justamente pela revolução tecnológica que a gente está vivendo", explica Sérgio Mainetti Junior, presidente da Associação das Empresas do Parque de Software.O analista de sistemas César Augusto Boguchevski foi contratado há apenas cinco meses. Formado em ciência da computação, ele é o tipo de profissional que as empresas procuram. "É um mercado meio maduro, que está evoluindo e, cada vez mais, vai precisar desse tipo de mão de obra", afirma.
Segundo a presidente da Agência Curitiba, é preciso investir mais na formação de profissionais da área. Também cabe ás empresas, a oferta de benefícios atraentes para suprir a escassez de mão de obra, já que o profissional de TI é exigente. "Não é só aqui, é no mundo inteiro, eles preferem cidades de grande porte, mas certamente as empresas para atrair esse tipo de profissional e retê-los vão praticar salários mais altos porque essa é a regra da concorrência, é a regra do mercado", diz.
Na sala de aula
Com esse cenário, os cursos nessa área têm atraído muita gente. Em Florianópolis, o curso técnico de informática para internet tem 800 alunos e é um dos mais procurados no Senac de todo o Brasil. O curso é de graça e forma profissionais aptos para a construção de páginas e sites na internet seguindo padrões internacionais de projetos.
Em Santa Catarina, o setor avança em um ritmo ainda mais acelerado que no resto do país.
Até 2015, o crescimento deve ser de 20% a 30%, o dobro da média nacional. O salário para um profissional de TI varia de R$ 1 mil a R$ 7,5 mil, dependendo da função.
Caçador de falhas
Uma das novas funções que surge no mercado de tecnologia é o caçador de falhas, o profissional que testa os softwares. Eles checam os sistemas e previnem os erros antes que eles aconteçam. É um trabalho delicado que pode levar meses.
A procura por esse funcionário vem crescendo em todo o mundo. Só a RSI Informática, em São Paulo, tem 900 funcionários e está abrindo cerca de 50 todo mês. Para trabalhar na área não é preciso ter curso superior.
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